Para verificar site falso, faça cinco consultas e uma conferência antes de pagar: leia o endereço letra por letra, veja quem é o dono do domínio no Registro.br (se terminar em “.br”), consulte o CNPJ na Receita Federal, pesquise a reputação da loja e veja se ela consta na lista de sites a evitar do Procon-SP e confira quem recebe o pagamento. Nenhuma consulta sozinha prova que a loja é honesta. Mas, juntas, mostram se o site esconde quem está por trás dele.
Em resumo:
- Cada consulta responde a uma pergunta diferente: quem é o dono, o CNPJ existe, outros clientes reclamam.
- O cadeado do navegador não prova que a loja é confiável.
- Os sinais gerais de uma loja suspeita estão em site falso: como identificar.
Como verificar se um site é falso, passo a passo?
Siga esta ordem, que vai do mais rápido ao mais completo. O guia “#Internet com Responsa vai às compras”, do NIC.br, traz quase todos esses passos. É um guia mais antigo, então os menus dos sites citados podem estar diferentes.
- Leia o endereço letra por letra. O guia dá o exemplo de uma única letra trocada que leva a um site desconhecido ou fraudulento.
- Consulte o domínio no Registro.br, se o endereço terminar em “.br”.
- Confira o CNPJ que o site mostra, na Receita Federal.
- Pesquise o nome da loja junto de “reclamações”, como o guia sugere.
- Veja a lista do Procon-SP de lojas a evitar.
- Confira como a loja pede o pagamento. O guia manda desconfiar quando o boleto ou a conta é de uma pessoa física sem ligação com a loja.
Quando o site tem HTTPS ou cadeado, ele é seguro?
Não necessariamente. O cadeado indica que o site tem certificado de segurança, mas o guia do NIC.br diz que ele não significa segurança máxima. O mesmo guia afirma que a ausência do cadeado é um motivo para não digitar dados bancários naquele site.
Portanto, use o cadeado como um sinal entre vários.
Como conferir se o CNPJ do site é de verdade?
O Decreto 7.962/2013 manda a loja mostrar, em local de destaque, o nome empresarial e o número de inscrição no CNPJ (ou no CPF, quando for o caso). Se o site não mostra, já é um alerta.
Se mostra, digite o número na página de comprovante de inscrição e situação cadastral da Receita Federal. Depois, compare:
- se a inscrição está ativa (o guia diz que, se estiver baixada ou suspensa, é melhor não continuar);
- se o nome da empresa é parecido com o nome da loja do site.
O guia ainda sugere ligar para o telefone do site, para ver se ele funciona e se pertence mesmo à empresa.
Como descobrir quem é o dono do endereço do site?
Para endereços “.br”, a consulta Whois do Registro.br mostra o titular do domínio, o número do CPF ou do CNPJ dele e a data de criação, segundo o guia do NIC.br, o que ajuda a identificar os responsáveis pelo site se surgir um problema.
Titular sem relação com a loja merece cautela. Já um domínio criado há poucos dias é só uma pista, porque toda loja nova tem domínio recente. Para “.com”, “.shop” e outros finais, o Whois do Registro.br não serve.
Existe detector de site falso que dê certeza?
Nenhuma fonte oficial lida oferece um “detector” que dê certeza. Existem consultas separadas, que respondem a perguntas diferentes.
Uma delas é a página “Status do site” da Navegação segura do Google, que permite pesquisar se visitar um site é perigoso no momento. Um site recém-criado pode ainda não ter sido sinalizado. Por isso, “sem alerta” não prova que a loja é honesta.
Quais são os sites menos confiáveis?
Não há um ranking oficial de “sites menos confiáveis”. O que o Procon-SP divulga é uma lista de lojas on-line a evitar, com o selo “Evite esses sites”. Segundo o guia do NIC.br, entram nela sites com muitas reclamações, notificados que não responderam ou não encontrados.
Contudo, estar fora da lista não prova que a loja é confiável.
E se o link chegou por mensagem, anúncio ou rede social?
Não clique no link. Abra o navegador, digite o endereço da loja que você conhece e procure a oferta por lá. O guia do NIC.br orienta fazer isso e, se a promoção não existir no site oficial, falar com a loja por telefone ou e-mail oficiais.
O guia alerta que golpistas usam o nome de lojas famosas e copiam o visual da página verdadeira. Por isso, o que vale é o endereço exato.
O que fazer se o site parecer falso, ou se eu já comprei?
Se você ainda não pagou, saia do site e não digite dados. Se já digitou o CPF ou o cartão, veja coloquei meu CPF em um site falso. Se já pagou, veja comprei em site falso: o que fazer.
Para avisar as autoridades sobre o site, veja denunciar site falso: onde e como fazer. E para conhecer outros golpes comuns em compras, veja golpes mais comuns da internet em compras.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação jurídica individual para o seu caso.